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Já não sei se prefiro a tua indiferença
Ou esses teus
desvaneios tão inconsequentes
Se fico por aqui e, em silêncio, esperar
Ou gritar por sentir que estamos tão ausentes
Ou se prefiro sentir esta desconfiança
Sei o que o instinto me diz e também alerta
Silencio o meu grito do meu desespero
Já não sei se prefiro uma cama deserta
Ou ter ao meu lado um corpo sem tempero
Já não sei se prefiro beijos gélidos
Ou prefiro ficar sem
qualquer conforto
E manter os meus pensamentos contidos
Porque sinto que estou a perder o porto
Permaneço à espera e sempre alerta
Recordo, com angústia, tua suave promessa
Sinto que fico numa estrada deserta
Na solidão da noite sem qualquer pressa
Num grito silenciado pela inquietude
Que quase antevejo qual a tua atitude
Elsa Barbosa
3/3/2025

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