Bateste de leve à minha porta
De mansinho deixei-te entrar
Lembrança que queria apagar
No fundo do baú, esquecidas
As lágrimas e dores sentidas
Mas, apareceste com leveza
Para falar com subtileza
No breu da noite profunda,
A confusão se expande, desfunda.
O que na alma estava esquecido,
Agora emerge, revelado e sentido
Volta a ser enterrado
No baú das recordações
Encerrando as lamentações
E será tudo sepultado
Já mais será encontrado
Segredo eterno, guardado
Elsa Barbosa
(27/06/2023)

