onde busco o meu abrigo.
Eras a minha fortaleza,
que me protegia do perigo.
A dor que em mim chega é saudade
do brilho suave do teu olhar,
das palavras ditas com verdade
e do teu doce resmungar.
O temor de me esquecer
do timbre do teu vozeirão.
O terror de já não te ter,
fere-me a faca no coração.
É a solidão que em mim mora,
por já não ter o teu abraço.
Uma flecha rasga-me agora
e perco-me, por instantes, no espaço.
Não sei como sarar esta dor,
como fazias com teus beijos doces.
O não poder gritar o meu amor…
A minha voz cortada por foices.
Confesso que serás a âncora
que guardo no meu coração.
Proteges-me de Pandora
e me guiarás na escuridão.
Elsa Barbosa
28/08/2025
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