quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Não sei quem te perdeu

 

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Não sei quem te perdeu
Se fui eu ou a tua ausência,
Ou se este ego meu
De te ter como dependência.

Sei que já não voltas,
Sei que já não há abraços,
Já não me contas histórias 
E eu estou em pedaços.

Preciso de ti todos os dias;
A vida já não a sinto igual.
Qual leoa com as suas crias,
Não era esse o mapa astral.

Um dia vou-te encontrar;
Em silêncio irei estar,
Porque de ti o que espero
É aquele abraço que venero.


Elsa Barbosa

12710/2025


domingo, 26 de outubro de 2025

Contratempo

 

Não tive tempo

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De te olhar nos olhos

E falar contigo

 

Não tiveste tempo

De me olhares nos olhos

E falares comigo

 

Não tivemos tempo

De nos olharmos nos olhos

E de falarmos sem perigo

 

Este maldito tempo

Fez connosco um trocadilho

E arrancou-me o meu abrigo

 

Foi este contratempo

Que me retirou o brilho

Por ter levado o meu PAI-AMIGO


Elsa Barbosa

26/10/2025

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Nunca mais

 

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Já não é a mesma coisa.

Já não existe o teu cheiro,

Já não existe o teu beijo,

 Já não existe a tua presença.

 

Assola-me uma solidão,

Assola-me uma tristeza.

Já não é só o lugar vago na mesa…

É mesmo sentir o vazio,

O vazio da tua ausência.

 

Parece que não me habituo;

Não sei se é porque não quero

 Ou porque tu me fazes falta.

 

A casa já não é a mesma,

Os corredores... vazios,

As refeições sem a mesma alegria.

 

Nunca mais vai ser o mesmo…

Nunca mais.

 

(2 meses sem ti!)


Elsa Barbosa

12/10/2025

Família

Família é confusão,

riso e alguma discussão.

Família intempestiva

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nos dias de conviva.


Família é coração,

e não tem explicação.

Família é tempestade,

mas está sempre presente.


Família é o que se sente,

mas também não se inventa.

É casa, abrigo, sustento,

onde a alma se renova no tempo.


Família não se inventa 

Família está sempre presente

Porque um presente

É algo que sempre nos tenta.


Elsa Barbosa
20/10/2025

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Relógio sem corda

 

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As voltas ao sol não param

Num ritmo cândido,

Entre noites e dias

No passar das estações.


O comboio segue viagem,

O avião sobe aos céus,

O carro cruza estradas,

Satélites orbitam o planeta.


Mas tu… onde andas?

A tua ausência

Suspendeu o meu tempo,

Como se o meu relógio

Tivesse parado no teu olhar.


Elsa Barbosa

01/10/2025


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Sinto

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Sinto que um dia te vou falar
E confessar o que não revelo
E tu, vais dizer o que nunca ousaste
Ou sussurrares versos nunca escritos

Sinto que um dia te volto a ter
E no teu colo, volto a repousar
E, sorrindo, dirás: “cu de chumbo”
Enquanto molho o dedo no teu copo

Sinto que um dia te vou encontrar
Não para te relatar os meus feitos
Apenas para darmos um abraço
A contemplar o infinito

Sinto que um dia te vou sentir
Para voltar a ter o teu calor
Olharmos um para o outro
E voltar a ter o meu abrigo

Sinto que um dia te vou encontrar:
Encontrar a minha paz,
Recuperar o meu caminho,
E voltar a estar contigo

Sinto que um dia te vou encontrar….
E o teu olhar será o meu porto….

Elsa Barbosa
19/09/2025

Sempre comigo

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Perdi o brilho dos teus olhos,
Perdi a candura da tua fala,
Perdi o sorriso dos teus lábios,
Perdi os teus abraços,
Perdi os teus versos.
Enfim… perdi a tua presença.

Mas sei que não perdi
O que me ensinaste:
O gosto pelas coisas,
O gosto pelo presente,
O gosto de viver…
Mesmo que este viver
Seja já sem a tua presença.

Mas estás sempre comigo:
No que guardo de ti,
No que guardo no coração,
No que guardo nas lembranças.
Mas, acima de tudo,
Nos valores que me transmitiste,
Na sinceridade das palavras,
Na coragem de dizer o que sinto.

E porque sei que estarás
Para sempre comigo,
Seja de que forma for:
Numa gota de água,
Na cor de uma flor,
No cheiro da terra molhada,
No som do riacho a passar,
Ou até mesmo no caminho
Que as estrelas me mostram.

Estarás para sempre comigo e em mim,
Porque tu és assim!

Elsa Barbosa
16/09/2025

Uma voz ao meu lado

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Não fiques triste,

Eu não me fui embora.

Se precisares de um guia, 

Olha a calçada do chão:

Vês a minha sombra?

Sou eu a caminhar ao teu lado!


Não fiques triste, 

Eu não me fui embora.

Segue os teus sonhos; 

Olha a lua e as estrelas:

Uma brilha sempre mais para ti!


Não fiques triste,

Eu não me fui embora.

Quando as lágrimas brotarem,

Olha para os raios de sol

São os meus dedos a limpar-te o rosto.


Não fiques triste, 

Eu não me fui embora.

Amparar-te-ei nas quedas,

Guiar-te-ei nos sonhos,

Abraçar-te-ei quando tudo pesar.


Lembra-te: eu não fui embora.


Elsa Barbosa

15/09/2025

Um mês...sem ti


Faz hoje um mês
Que te dei o último beijo
E, baixinho, disse:
“Gosto muito de ti.”

Faz hoje um mês
Que ouvimos as nossas músicas,
E cada nota ainda ecoa em mim.

Faz hoje um mês
Que me despedi de ti,
Mas nunca me despedi da tua presença.
Faz hoje um mês

E a tua falta continua a morar em mim.

Elsa Barbosa
11/09/2025


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terça-feira, 2 de setembro de 2025

NÃO TE ENCONTRO...

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Abre-se o portão verde.

Olho para a janela

E não te vejo.

Corro para casa

Para te dar um beijo

E não te encontro.


Vou ao teu quarto

Para me deitar ao teu lado,

Para te dar um abraço

Apenas, a cama… vazia

E não te encontro.


Desço as escadas

E cada passo é um silêncio,

Mas, não te encontro.


E à mesa, a à mesa…

Encontro um deserto:

O teu lugar vazio

Mas, não te encontro….


E as tuas palavras já não se ouvem.

Peço as paredes

Para me devolverem o que guardaram,

Mas, elas não me respondem

Como se guardassem segredos.

E não te encontro…


Esta vontade de te encontrar….

E não te encontro…

Ainda não te encontro…

Não te encontro…

Jamais te encontrarei.


O que me faz falta…

É a tua presença,

De te dar um beijo na testa

E dizer:

Gosto muito de Ti!


Elsa Barbosa

(2/9/2025)

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A minha Âncora

 


Tu serás sempre a casa
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onde busco o meu abrigo.

Eras a minha fortaleza,

que me protegia do perigo.

 

A dor que em mim chega é saudade

do brilho suave do teu olhar,

das palavras ditas com verdade

e do teu doce resmungar.

 

O temor de me esquecer

do timbre do teu vozeirão.

O terror de já não te ter,

fere-me a faca no coração.

 

É a solidão que em mim mora,

por já não ter o teu abraço.

Uma flecha rasga-me agora

e perco-me, por instantes, no espaço.

 

Não sei como sarar esta dor,

como fazias com teus beijos doces.

O não poder gritar o meu amor…

A minha voz cortada por foices.

 

Confesso que serás a âncora

que guardo no meu coração.

Proteges-me de Pandora

e me guiarás na escuridão.

Elsa Barbosa

28/08/2025


quinta-feira, 17 de abril de 2025

Tenho saudades...

 

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Tenho saudades d´ olhar pr’ o espelho

Ver meus olhos com brilho, radiantes

Ver a face corada, cintilante

Ver uns lábios rosados, sorridentes


Tenho saudades d’ olhar pr’ o espelho

Voltar a ver  dias estonteantes

Um pulsar de coração jubilante

E sentir todos os poros latentes


Tenho saudades d´ olhar pr’ o espelho

Sentir   beijos suaves, inebriantes

Sentir o meu corpo  petulante

E que os meus toques ainda são quentes


Agora, quando me vejo ao espelho

Olhar perdido em sonhos inexistentes

Onde tudo é insignificante

E os meus sentimentos… indolentes


Elsa Barbosa 

17/04/2025

segunda-feira, 3 de março de 2025

Grito de Silêncio

 


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Já não sei se quero ir ou prefiro  ficar

Já não sei se prefiro a tua indiferença

Ou  esses teus desvaneios tão inconsequentes

Se fico por aqui e, em silêncio, esperar

Ou gritar por sentir que estamos tão ausentes

Ou se prefiro sentir esta desconfiança

Sei o que o instinto me diz e também alerta

Silencio o meu grito do meu desespero

Já não sei se prefiro uma cama deserta

Ou ter ao meu lado um corpo sem tempero

Já não sei se prefiro beijos gélidos

Ou  prefiro ficar sem qualquer  conforto

E manter os meus pensamentos contidos

Porque sinto que estou a perder o porto

Permaneço à espera e sempre alerta

Recordo, com angústia,  tua suave promessa

Sinto que fico numa estrada deserta

Na solidão da noite sem qualquer pressa

Num grito silenciado pela inquietude

Que quase antevejo qual a tua atitude


Elsa Barbosa

3/3/2025

sábado, 1 de março de 2025

Máscaras e Espelhos

 



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Perguntei à lua:

- Quem sou eu?

- Tu? Uma estrela perdida num  céu iluminado. Uma estrela brilhante cheia de encanto, mas escondida no bréu da noite.


Perguntei ao sol:

- Quem sou eu?

- Tu? Um rosa vermelha que precisa de luz para encantar os olhos de quem passa.

Perguntei ao vento:

- Quem sou eu?

- Tu? Uma leve brisa que passa e consegue fazer magia, mas agora estás cansada por ninguém sentir o que tu podes dar.

Perguntei à chuva:

- Quem sou eu?

- Tu? Um lago encantado escondido no meio do nada, onde nunca serás encontrada.

Perguntei ao mar:

- Quem sou eu?

- Tu? És uma onda que abraça a areia com delicadeza e carinho, mas a areia é fria e não o sente.

Perguntei ao lume:

- Quem sou eu?

- Tu? Tu és uma chama quente que acalenta quem queres abraçar, uma chama que se pode apagar se não tiver combustível para se manter, oxigénio para respirar e calor para se manter onde estás.

Fiquei a olhar para todos.

Percebi que sim, eu sou este retrato espelhado em cada frase. Podia ser tudo, dar tudo….mas estou enclausurada numa teia emaranhada que me mantém com uma máscara. Só quem me penetra no olhar, na alma percebe quem sou e que máscara trago, em mim, ancorada.


Elsa Barbosa

1/03/2025


domingo, 2 de fevereiro de 2025

Solidão

 

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A solidão é algo que se sente

Mas, sem abraços e sem carinho

A casa pode ter lá tanta gente         

Mas permaneço no vazio ninho

 

Solidão é  sentir um vazio

Que só o meu coração entende

Viver num constante desvario

É uma vida que se suspende

 

Sinto  esta a pior da solidão

As carícias são anuladas

É como viver na escuridão

E nas mantas nuas e geladas

 

É como viver na noite escura

A frieza invade a ternura

Semelhante  a um céu estrelado

Mas, as nuvens  um entretelado


Elsa Barbosa

01/02/2025